sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Caminhada


Olhando para frente

Sabendo a metade do que quero

E inteiramente o que não quero

Vejo um caminho curto

Porém rodeado de pedras

Onde machucam meus pés

Onde me obrigam a ficar de joelhos

Começo a ver rosas caídas e largadas ao chão

Perante a beleza das rosas vermelhas misturadas a poeira

Não sinto a dor por um instante

Onde os espinhos perfuram minha pele

Fazendo o sangue gotejar escuro e ralo

Vejo que junto ao sangue vai embora

A Luz a felicidade se abraçando

Distante dos meus olhos

As lágrimas escorrem

Não sinto mais os joelhos

Os espinhos ragam a ferida já aberta

Quando olha para os lados vazios,

Tento me levantar com o último ato

E vejo o sangue escorrer formando poças

Como se tivesse caído uma garrafa de vinho tinto ao chão

E percebo que a vida é linda

Porém curta e rápida.

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