quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Prazer do Pecado


Estende-se uma mão funesta

Trazendo seu coração vertendo gota a gota

O desejo vem junto a sede

A boca se torna seca

Querendo sentir, as gotas penetrando a línga

Escorre perantes os lábios, que nada podem fazer

Trazando um súbito prazer a pele

Passando pelas pernas, que se arrepiam

Dividindo-se pelos dedos dos pés

Terminando junto ao chão, sujo

Misturado ao seu sangue

Parecendo um apetitoso licor italiano

Onde desfruto solitário, o imenso prazer

De ter arrancado com uma adaga

O seu bem mais precioso que renegastes a mim

Bebo sem dó o teu sangue

Onde teu olho tornou-se adorno do prazer.

Um comentário:

  1. Gostei bastante da mistura de sentimentos. A presença do desamor, da vingança e principalmente essa sede vampírica junto ao êxtase.
    Muito bom.

    ResponderExcluir